Thinkin' About

the space between...

Um novo roteiro

Published by Malkyn under on 6/27/2012 07:15:00 PM
Depois de algum tempo e novos textos, fiz um novo resumo. Segue.

Acontece a noite na floresta, onde Durhfein salva Malkyn, e esta fica horrorizada, a pesar de ser salva. Vem então a noite na vínícula, onde Duhrfein abusa de Malkyn, mas esta não tem certeza de tudo não passou de sonho. Logo em seguida vem a festa de agradecimento do pai de Malkyn ao Sr. Durhfein, pelos serviços prestados à família Cartwright, e Malkyn, ao ver o comportamento de Durhfein, começa realmente a acreditar que tudo não passava de sonhos. Malkyn, em seu quarto, na noite da festa, sonha com Durhfein. Devaneios de Malkyn? Ao acordar, vendo Durhfein partir, se convence de que são sonhos, e então, na outra noite vai até a floresta, onde grita a Durhfein que este apareça, e sem que este dê qualquer sinal de vida, Malkyn se dá por sarisfeita, se convencendo de que suas amas de companhia lhe colocaram idéias demais na cabeça. Do outro lado da floresta, Durhfein assiste Malkyn espurgar seus medos, e aceita seu convide de provar seus poderes à ela.


Com laços mais estreitos entre as famílias Durhfein e Cartwright, o pai de Malkyn se coloca em viagem ao feudo vizinho, e Malkyn o acompanha. Mas, chegando ao feudo de Catedália, um mal súbito toma Malkyn, que já com saúde frágil, mal se levanta da cama. Durante uma noite em que Malkyn se sentiu um pouco melhor, acordou sozinha em um dos quartos do feudo, e, procurando por alguém, se deparou com as portas que davam para a biblioteca. Ao ouvir a conversa atrás da porta, descobre que sua mão foi dada a Durhfein. Apavorada, anuncia ao pai na manhã seguinte que já se recuperou, e pede para ir para casa antes que voltasse a ficar doente.

Ao voltar do feudo de Durhfein, o pai de Malkyn anuncia oficialmente o noivado arranjado, e Malkyn se enterra em suas leituras como uma forma de fugir da realidade. Numa tarde, Malkyn então se pões à leitura floresta à dentro, e, ao tentar sair, se perde, mas desta vez, ainda se fazendo dia, Malkyn se encontra com Durhfein, e este inicia longo diálogo, onde Malkyn se vê como uma criança curiosa, a ouvi-lo, e este, por fim, à leva até a saída da floresta. Sentindo Durhfein como desmitificado, e atendendo à vontade do pai, Malkyn para de relutar contra o matrimônio, e por fim se casam.

Sempre dormindo em quartos diferentes, Malkyn sequer foi tocada após matrimônio. Conversavam longas horas, noites a fio, mas nunca havia sido procurada como sua esposa. Tinha toda a liberdade de ir a todos os cômodos, com exceção da torre, onde Durhfein passava boa parte do dia envolto em seus estudos. Angustiada com a situação, e, caindo de amores por Durhfein, Malkyn uma noite sai a vasculhar o lugar: temos a noite na torre, onde Malkyn é pega bisbilhotando e é abusada por Durhfein. Malkyn então acorda de volta em sua cama, mas com fortes dores e sangrando. Com a porta trancada, um recado diz que agora seu quarto seria sua prisão.

Amas entram e saem do quarto, cuidando de todas as necessidades de Malkyn, mas Durhfein desaparecera. Uma semana de clausura se passa até que, ao despertar, Augustus sente o cheiro de sangue, e encontra Malkyn jogada na cama, nua, o sangue esvaindo de seus pulsos escorrendo por todo o lençol. Vendo que o quadro ainda era reversível, ele convoca as amas de Malkyn, que a tratam e a dão ervas e umgüentos de todos os tipos. Dias depois Malkyn acorda e é como se nada tivesse acontecido. Seu corpo sem sinais do ato mórbido e a porta de seu quarto aberta. Malkyn sai a procura de Durhfein por todos os cantos, mas não o encontra. Pensa então na torre, mas falta-lhe coragem. Vagarosamente segue o caminho até lá, subindo temerosamente cada degrau. Ao chegar na porta, no entanto, não tem coragem de adentra-la. Durhfein abre então a porta por dentro e diz:

- Estava te aguardando.

E o que Durhfein sente por Malkyn? Se ela sente um misto de admiração e medo, ele, que inicialmente viu nela um pequeno joguete, que alimentava velhos sentimentos de vingança e ressentimento, agora passa a ter uma paixão que ele mesmo nega, até o momento em que à vê por um fio, e simplesmente não consegue a deixar morrer, por algum motivo tão desconhecido e óbvio...

Foi tão fácil levar Malkyn para onde se quis... Bastou fazer um semblante bom e dizer que um ar fresco à faria bem... Ela quis acreditar que tudo não passava de sonhos... o que tudo que se sentia não passavam de delírios já outrora sentidos... A saúde frágil que lhe fizera ter dores e hemorragias... É fácil acreditar no que se quer acreditar...

A noite estava tão linda... E o jardim que na chegada ao feudo mal se via pela névoa, agora, ainda que à noite, se via iluminado por uma lua que nunca vira igual... E ao adentrá-lo, tão lindas eram as flores... E mais à frente a linda queda d'água... Era um sonho, como se realmente o ar noturno se tornasse mágico à ponto de à fazer sentir-se completamente bem... Mas já nem sabia se era o ar ou Sr. Durhfein que a fazia sentir-se tão revigorada.

Quando ele pegou em sua mão, porém, a vertigem a tomou de tal modo que não teria conseguido andar sem a sua condução... Como se Durhfein fizesse com que ela sentisse aquilo que ele quisesse que ela sentisse... Fisicamente... Emocionalmente... Tentava lembrar porque algum dia sentira tanto medo de Durhfein, mas não conseguia se recordar dos sonhos que sabia que tivera.

Estava já sem caminho de volta. Dá-se a noite do Abraço.

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