Thinkin' About

the space between...

Só para constar...

Published by Malkyn under on 12/12/2010 12:40:00 AM
Oh, meu amor... Eu nunca imaginaria.... De todas as felicidades, de todos os desejos impossíveis, você seria aquele que iria contra toda a regra e se tornaria real...
Penso em como te quis a cada instante... Li novamente os textos e mensagens trocados pelos nossos e-mails de Sophie e Durhfein, e fiquei tão feliz de não termos desistido um do outro,ainda que a vida tenha tomado rumos completamente insanos...
Mesmo agora, lendo aquelas mensagens, senti um aperto no peito, e uma vontade de chorar... Um medo tão grande de te perder...

Desejei tanto  o final das Crônicas do Feudo de Catedália... Só para ver o abraço consumado, e Sophie e Durhfein formarem um casal afinal... Ao seu modo, mas ainda assim um casal... Pois para mim, de alguma forma, era a nossa história... Duas pessoas que fogem do mundo... O Durhfein por sua natureza e por seus ressentimentos... E a Malkyn simplesmente por não aguentar mais que se imponha a ela um determinado tipo de comportamento... Ambos querem ser livres... Mas nenhum deles o é... Acho que seria o ideal darmos a esta história um final feliz!

Devaneios...

Títulos (sujeito à alteração)

Published by Malkyn under on 11/14/2010 06:39:00 PM
Já feitos:

- A noite na floresta;
- O dia seguinte;
- Um baile ao Sr. Durhfein;
- O expurgo dos medos;
- Tarde na floresta (perdido?);
- Viagem à perdição;
*
- A noite na torre (crime e castigo);
- Arranjos inconcedidos;
*
- O abraço;

?*

(...)

Haverá algo depois do abraço ou o abraço será apenas o início de nosso Role Play? ^^
P.S.: Eu preciso de um vestido! XD
Estava pensando em postar alguns de nossos textos no FetLife, em comunidades específicas de Medieval/Vampire Role Play... o que acha?

Pensamentos...

Published by Malkyn under on 11/14/2010 06:09:00 PM
Então faremos assim:

Resumo...

Acontece a noite na floresta, onde Durhfein salva Malkyn, e esta fica horrorizada, a pesar de ser salva. Vem então a noite na vínícula, onde Duhrfein abusa de Malkyn, mas esta não tem certeza de tudo não passou de sonho. Logo em seguida vem a festa de agradecimento do pai de Malkyn ao Sr. Durhfein, pelos serviços prestados à família Cartwright, e Malkyn, ao ver o comportamento de Durhfein, começa realmente a acreditar que tudo não passava de sonhos. Malkyn, em seu quarto, na noite da festa, sonha com Durhfein, Devaneios de Malkyn? Ao acordar, vendo Durhfein partir, se convence de que são sonhos, e então, na outra noite vai até a floresta, onde grita a Durhfein que este apareça, e sem que este dê qualquer sinal de vida, Malkyn se dá por sarisfeita, se convencendo de que suas amas de companhia lhe colocaram idéias demais na cabeça. Do outro lado da floresta, Durhfein assiste Malkyn espurgar seus medos, e aceita seu convide de provar seus poderes à ela. Numa tarde, Malkyn então se pões à leitura floresta à dentro, e, ao tentar sair, se perde, mas desta vez, ainda se fazendo dia, Malkyn se encontra com Durhfein, e este inicia longo diálogo, onde Malkyn se vê como uma criança curiosa, a ouvi-lo, e este, por fim, à leva até a saída da floresta. Com laços mais estreitos entre as famílias Durhfein e Cartwright, o pai de Malkyn se coloca em viagem ao feudo vizinho, e Malkyn o acompanha. Mas, chegando ao feudo de Catedália, um mal súbito toma Malkyn, que já com saúde frágil, mal se levanta da cama. O pai da moça, suspeitando que o mal fosse de causa espiritual, pede que se chame um padre, e este questiona Malkyn se esta teria feito algo que a comprometesse, e, depois de longo questionamento, Malkyn confessa que teve sonhos indevidos com Durhfein. O padre então a coloca sob um regime de inanição e penitência, o que agrava ainda mais o estado de saúde de Malkyn. Durante uma noite em que Malkyn se sentiu um pouco melhor, acordou sozinha em um dos quartos do feudo, e, procurando por alguém, se deparou com as portas que davam para a torre do castelo. Ao vasculhar o lugar, temos a noite na torre, onde Malkyn é pega bisbilhotando e é abusada por Durhfein. Malkyn então acorda de volta em sua cama, mas com fortes dores e sangrando. Ao buscar ajuda, encontra Durhfein e seu pai conversando, e seu pai lhe concedendo a mão a Augustus. Desesperada, então, sai correndo, mas, novamente em um momento de fraqueza, desmaia.

Malkyn acorda com Durhfein sentado ao lado de sua cama...

E o que Durhfein sente por Malkyn? Se ela sente um misto de admiração e medo, ele, que inicialmente viu nela um pequeno joguete, que alimentava velhos sentimentos de vingança e ressentimento, agora passa a ser uma paixão e ele mesmo nega, até o momento em que à vê por um fio, e simplesmente não consegue a deixar morrer, por algum motivo tão desconhecido e óbvio...
Foi tão fácil levar Malkyn para onde se quis... Bastou fazer um semblante bom e dizer que um ar fresco à faria bem... Ela quis acreditar que tudo não passava de sonhos... o que tudo que se sentia não passavam de males já outrora sentidos... A saúde frágil que lhe fizera ter hemorragia nas rédeas, e que as dores... Bem, as dores não passavam de males que o padre bem poderia explicar... É fácil acreditar no que se quer acreditar...
A noite estava tão linda... E o jardim que na chegada ao feudo mal se via pela névoa, agora, ainda que à noite, se via iluminado por uma lua que nunca vira igual... E ao adentrá-lo, tão lindas eram as flores... E mais à frente a linda queda d'água... Era um sonho, como se realmente o ar noturno se tornasse mágico à ponto de à fazer sentir-se completamente bem... Mas já nem sabia se era o ar ou Sr. Durhfein que a fazia sentir-se tão revigorada.
Quando ele pegou em sua mão, porém, a vertigem a tomou de tal modo que não teria conseguido andar sem a sua condução... Como se Durhfein fizesse com que ela sentisse aquilo que ele quisesse que ela sentisse... Fisicamente... Emocionalmente... Tentava lembrar porque algum dia sentira tanto medo de Durhfein, mas não conseguia se recordar dos sonhos que sabia que tivera.
Estava já sem caminho de volta.

(...)

Só alguns detalhes... E um desenho bonitinho...

Published by Malkyn under on 7/26/2010 05:02:00 PM
Pode ser a Malkyn... Mas a roupa ainda não está do jeito que eu quero... =/
Apenas detalhes da família de Malkyn, apenas para fins de especulação... ^-^

Passa o tempo...

Published by Malkyn under on 7/26/2010 04:38:00 PM
You are my favorite disease,
The lost of my dignity,
Make me as your wish
But please stay with me...
I need you just like a drug,
Why can't you see...
I'm completly your
I don't wanna be free...

Imagens Relacionadas...

Published by Malkyn under on 6/30/2010 11:03:00 PM
Já havia dito uma vez que esta imagem me lembrava A Malkyn e o Durhfein, mas que não sabia o porquê, uma vez que o Durhfein, como já descrito, tem cabelos escuros como os teus, mas então lembrei que todos os teus personagens do Ragnarök tinham cabelo branco... Uma bobagem, eu sei, mas achei interessante comentar...

Beijos,

Cartwright.

Tópicos

Published by Malkyn under on 6/30/2010 10:49:00 PM
 - Durhfein salva Malkyn na floresta;
 - O pai de Malkyn faz uma festa em homenagem a Durhfein;
 - Malkyn se convence de que tudo que viu desde a noite na floresta foram sonhos;
 - **** Malkyn se encontra novamente com Durhfein na floresta;
 - Malkyn viaja com seu pai para o feudo de Durhfein e lá fica doente;
 - Ocorre a noite na torre;
 - * (Falta ligação entre a noite na torre e o abraço, qual será o elo de ligação?!)
 - Ocorre o Abraço;
 - ** (Final feliz?!)
 - ***

* Pode-se usar como elo de ligação algo que envolva o passado de Durhfein, revelando partes da história que foram insinuadas na descrição do feudo; ou casamento arranjado entre Durhfein e o pai de Malkyn;
** Em que situação se dará o abraço? Pura maldade ou intenção de amor?! Depois do abraço, mais parte da história de Durhfein serão reveladas?! Curiosidade da Malkyn ou momento flash-back?!
*** A história de Durhfein será revelada apenas em pontos de interesse ou inteira?!
**** O encontro de Malkyn e Durhfein se dará antes ou depois da aparição de Durhfein na vinícola?! A parte da vinícola será introduzida na história?!

E então? Acha que a história pode ficar com este formato mais compacto? Gostou da ordem?

Beijos...

Srta. Cartwright

O Início

Published by Malkyn under on 4/14/2010 01:51:00 AM
Malkyn estava novamente absorta em um de seus livros. Sabia que não deveria estar ali, mas queria paz, queria ficar sozinha com seus pensamentos e seus livros. A leitura não era tão fácil, mas por fim achara um local da floresta com alguma luz, se recostou em uma das árvores e se pôs a ler. O latim já lhe era uma língua comum, e a leitura era fácil e prazerosa, talvez por isso não tenho visto o tempo passar. Ao perceber a luminosidade ruim para leitura, o Sol já se mostrava pela metade no horizonte. Assustou-se, e ao olhar para os lados, o coração veio a boca: não se lembrava de qual lado havia vindo. Ainda estava decidindo o que fazer quando se lembrou de todas as histórias que já havia ouvido sobre a floresta, e amaldiçoou todas as damas de companhia por as terem contado.

O medo não a deixava raciocinar, e já se fazia noite. As lágrimas lhe escorriam pelo rosto sem qualquer controle, e o desespero de estar perdida já lhe havia tomado por completo. Pressentia que aquilo não acabaria bem. Nem estava pensando no severo castigo que levaria do pai, temia por sua vida. Ouvia passos que sabia não serem humanos. Apenas uma palavra havia em sua mente: Lobos! Logo após os passos, apareceu o rosnar, e este parecia vir de todas as direções, até que olhos surgiram na escuridão. Olhos famintos. Malkyn correu o tanto que deu conta e cada vez mais entrava na floresta escura. O desespero só não era maior que a falta de ar, causado pelo apertado espartilho. Não havia tempo para tirá-lo, mas se continuasse com a peça de roupa, não tinha certeza se agüentaria muito mais. Por fim, a tontura foi mais forte que as pernas e estas cederam. Quase desmaiada, deitada no chão, tinha certeza de que seu fim estava próximo. Tentou respirar, mas o choro a sufocava, com o corpo tendo espasmos esporádico. Não sabia de qual forma iria morrer, mas já rogava a Deus e a St. Bridgit por sua alma.

Um enviado de Deus ou do demônio talvez, não soube ao certo, mas alguém apareceu. E parecia querer ajudar. O espetáculo que veio a seguir foi bestial: Um homem competindo de igual para igual com lobos, estraçalhando-lhes a carne, e fazendo o sangue animal jorrar como água verte da nascente de um rio. Por fim o teatro de horrores havia acabado, mas o homem vinha em sua direção. Havia muito lhe faltava ar, e o coração ameaçou sair pela boca. Malkyn desmaiou.No outro dia, Malkyn acorda em sua cama. O corpo e a cabeça doíam, mas sim, estava viva. Ao abrir os olhos, encontrou a mãe jogada ao pé da cama, e ao seu lado, jogado no chão, o espartilho feito em pedaços, com as cordas manchadas em marrom e vermelho. A havia despido? Se o tivesse, o que mais teria feito?! Temia por sua honra. Ao acordar, sua mãe logo a tranqüilizou, falando que o espartilho provavelmente havia sido tirado para que ela recuperasse o ar e recobrasse os sentidos. Disse ainda que foram servos do feudo vizinho que a encontraram e a trouxeram para casa. Makyn chorou. Senti que agora tinha uma dívida eterna, mas sabia que, quem quer que fosse o sujeito, a dívida seria paga da pior forma possível.

Sobre as personagens - Sophie Malkyn Cartwright

Published by Malkyn under on 4/14/2010 01:45:00 AM
Filha de um respeitado Senhor de feudo, Ms. Cartwright cresceu dentro de uma atmosfera de nobreza, sendo uma moça culta e de gostos refinados. Sempre foi uma moça comportada e educada, e foram sua educação, inteligência e perspicaz raciocínio que convenceram seu pai de que deixar a moça estudar não seria uma completa perda de tempo, mas talvez por ter estudado demais é que, com o tempo, percebeu as pessoas ao seu redor vazias e desinteressantes, se tornando uma moça solitária e melancólica.

Aos 17 anos se fez livre de suas damas de companhia, se valendo das mesmas apenas para se trocar, com todas aquelas saias e o apertado espartilho que a mesma não conseguia colocar sozinha. Com longos cabelos castanhos, pele clara e olhos assustadoramente verdes, Malkyn, como sua mão costuma lhe chamar, é a mais velha de 13 irmãos, e é o mimo de seu pai, que pensa seriamente em mandar a filha em um convento, tamanho ciúme, e por isso, aos 21 anos ainda é solteira, apesar de inúmeras propostas feitas a seu pai.

Como uma boneca, seu pai a enfeita com todos os tipos de apetrechos que são encontrados às 4 direções, tendo Malkyn em seu quarto toda sorte de jóias e os vestidos dos mais variados tecidos e cores, mas não é uma dama de muitos caprichos, usando apenas um colar que foi presente de sua mãe, e dos vestidos usa meia dúzia, guardando os outros para ocasiões de festa.

É uma moça recatada, atenciosa e prestativa, dedicada aos livros, seus companheiros, passando boa parte do tempo nos arredores do feudo, os consumindo por dias a fio. Mesmo sendo nobre, não faz muita distinção entre as pessoas, e escuta pacientemente as criadas, mesmo quando estas estão contado histórias supersticiosas sobre o feudo vizinho. 

Os Frutos de St. Bridgit

Published by Malkyn under on 4/04/2010 07:48:00 PM
Com carvalhos espalhados por toda sua extensão, o feudo de St. Bridgit é um local abençoado por Deus, o verde brinda os olhos a norte e a oeste até onde alcance a vista. Frutas, folhas, tubérculos e toda a espécie de vegetal: nesta terra, tudo que se planta, dá! A uva é uma crianção a parte: praticamente um hobbie da família Cartwright, e a vinicultura se faz em forma de arte desde que se tem notícia. Nesta fabricação, apenas os de sangue Cartwright colocam a mão. O resultado são safras pequenas, porém singulares. Enquanto os bastardos da família fazem o serviço pesado, fica a cargo dos filhos legítimos os trabalhos que requerem mais habilidade. Apenas os homens participam deste processo.

A morada dos Cartwright, localizada a leste, quase se torna um castelo na visão dos viajantes, com grandes salões, sua própria capela interna e jardins de inverno. Ao sul do feudo encontram-se as casas dos servos, que se apresentam em pequenos vilarejos espalhados, sendo casas muito simples. Pessoas simples e religiosas, os quais tomam os Cartwright como enviados de Deus, que trouxeram a prosperidade a estas terra. Mais ao sul, encontra-se o rio de Cales que marca a divisa entre a terra dos Cartwright e um dos feudos visinho. Este rio é usado para irrigação das plantações, e em tempos mais antigos havia estiagem, o rio secava e toda a plantação era perdida, mas desde que os Cartwright foram feitos donos do feudo, este fato nunca mais se repitiu, tornando ainda mais grandiosa a admiração pela família.

Ao sudoeste encontra-se a Floresta, a qual é temida por todos os servos. Quando o Senhor Cartwright vai as terras do Senhor Durhfein, tantos são os pedidos de que não vá quando os amuletos de boa sorte que ganha. Cheia de mitos e vidas perdidas, a floresta cheira a medo, e desperta o desejo mais primitivo de fuga que há no coração de cada pessoa.


A Capela






O Castelo




A Vinícola




Os aposentos de Srta. Cartwright






Ballroom




O Jardim




O Cultivo



O Feudo de Catedália

Published by Malkyn under on 4/04/2010 05:35:00 PM
Sombras. É assim desde que se tem notícia, ou desde que os Senhores Durhfein tomaram posse de tais terras. O céu parece sempre enevoado, como que se propositadamente tampasse o sol para que pouca luz lhe tocasse o solo. Talvez por isso, e não somente, a produção de alimentos no feudo seja escassa. Os longos prados e colinas, a noroeste das terras, possuem uma grama rasteira e pouco esverdeada, de aparência sombria. A vegetação segue rasteira, e pastos começam a se formar, evidenciando uma das vocações do feudo: a criação de animais. Um casebre aqui, outro acolá, rebanhos de bovinos e ovelhas em quantidade. Uma pequena vila se desenha na região central do feudo, onde há movimento de pessoas provenientes de todas as regiões vizinhas. Lá as trocas de mercadorias e alimentos acontecem, bem como um pequeno mercado de artesanato. Seguindo um pouco mais a leste, se encontra o casarão dos Durhfein. Primeiramente um grande portão, ladeado por muros de pedregulhos acinzentados e musgo em sua encosta circundam todo o imenso jardim. Uma estrada segue do portão, curvando-se à direita, em direção a uma fonte, cujo afresco central é a figura de um homem, de olhar voltado aos céus, e aos seus pés dois lobos, de cujas bocas jorravam água límpida e brilhante. Há ainda, em todo redor da fonte e estrada, arbustos formando uma espécie de labirinto, com pequenos tijolos de pedras entre eles. Estátuas de homens se espalham pelos jardins, rostos austeros, cada qual sempre esculpido com um animal aos pés e uma árvore frondosa ao redor. Entalhes de seus nomes podem ser lidos no suporte de cada estátua: são os Senhores Durhfein.
Da fonte estendem-se duas vias: uma delas, tortuosa e quase apagada pelo desuso, segue-se distante ao norte até uma espécie de coreto. Árvores de copas densas e altas o rodeiam, e há plantas trepadeiras em todo seu parapeito. Por detrás do coreto, a poucos passos, uma estátua cujo rosto foi arrancado, mas percebe-se ser uma mulher, com os braços estendidos com que em entrega, o vestido longo de pedra se misturando ao chão, sendo carcomido pelo tempo e vegetação rasteira. Aqui uma espécie de névoa encobre a atmosfera durante todo o dia, fazendo com que o local fique despercebido por quase todos que aqui passam. Uma parte que parece ter sido abandonada ou esquecida...
A outra via, mais larga, leva direto ao casarão dos Durhfein. O casarão é imenso, há uma escadaria central que leva a uma porta de madeira larga, dividida em duas partes, cada qual com um rosto demoníaco esculpido e uma argola de metal dourado, servindo de batedouro. De um lado a outro da porta seguem-se amplas janelas, cujos vitrais parecem formar desenhos que nos prendem a atenção, fervilhando o imaginário à primeira vista. No segundo piso mais janelas, desta vez menores e limpas, com vidros inteiriços, mas as cortinas internas impedem a visão de qualquer detalhe da parte de dentro. O telhado aparece pontiagudo, seguindo o padrão das construções européias, sendo que na parte direita do casarão ergue-se uma torre de tijolos, alta. Notam-se poucos orifícios de entrada de ar, a não ser em seu cume, onde ela se alarga e parece existir um aposento pelas dimensões e luz laranja que emana toda noite de suas janelas, com as cortinas soltas pelo lado de fora, tremulantes.

O rio Velho Andor, que entrecorta de um lado a outro os domínios dos Senhores Durhfein tem nessas terras águas turvas, e a cada dobra, seguindo sempre ao sul, parece se adensar em profundidade e força. Seu leito é percorrido por longas extensões de areia, onde o rebanho do feudo parece descansar. Há, ainda, no meio do curso do rio, uma vertente que se segue ao oeste, um pequeno fio de água que vai se tornando mais limpo e encorpado, amparado por um pequeno desfiladeiro rochoso, até desaguar em cachoeira, conhecida como Queda Melodiosa, por sua sonoridade característica, similar ao canto triste, porém belo, de alguma jovem dama arrebatada por um amor impossível. A Queda, por sua vez, deságua numa pequena lagoa, também chamada Alvaluz. A água cai forte nos rochedos e pedregulhos no pé da lagoa, respingando e formando uma cortina d’água que vai se deitando suave ao distanciar-se da queda. Existe um pequeno caminho, à direita, forjado ao longo dos anos pela força das águas, em meio às pedras, formando uma escadaria que vai do meio da cachoeira, descendo sinuoso até o pé da lagoa. Aqui a vegetação cresce mais bela, e há flores de tons laranja e azuis nascendo por entre brechas de rocha, misturadas à grama e a pequenos dentes de leão. A água reluz durante o dia um dourado ouro, mesmo com a dificuldade que o sol sente em mostrar-se na região, e à noite, o luar é mítico, e os vagalumes compõem o cenário deixando o traço de sua luz no ar, misturado à melodia harmoniosa da queda d’água ao lado. É sabido em toda região que os arredores de Alvaluz são proibidos, por ordens dos Senhores Durhfein. Muitos mitos e dúvidas acercam esse tema. Há os que dizem, à boca pequena, que o local é reservado para rituais e feitiçarias. Há aqueles que dizem simplesmente ser mais uma excentricidade de seus senhores e, ainda, alguns antigos que alegam haver um romance, a história de uma mulher encontrada nesse lago, cuja história foi-se apagada pelo tempo da mente dos homens, mas não de seus senhores. Mitos, lendas, histórias que enchem o coração dos homens, passando de geração em geração, ao lado das clareiras nas reuniões familiares ou sorvidas de largos tragos de cerveja nas tavernas das redondezas. E assim se espalha a fama do feudo de Catedália.
A vertente principal do rio segue até findar-se no sul das terras, encontrando-se com o começo de uma floresta. A floresta densa que delimita os domínios do feudo também carrega consigo uma aparência sombria, onde a quietude em seu arredor se funde com o sentimento de medo, e histórias sobre todo o tipo de acontecimentos inexplicáveis na floresta saltam dentro do feudo e em seus vizinhos. O ar dentro da floresta parece mais pesado, morto, estático. Poucas vezes é possível ouvir o farfalhar das folhas, e talvez assim seus visitantes prefiram, pois o vento que surdinamente corta o seio da floresta é sempre gélido, capaz de arrepiar o mais fundo da alma, envolto em lendas de que carrega consigo a dor e o sofrimento daqueles que morreram em seus braços. As árvores aqui parecem mais antigas, ressequidas pela ação do tempo e retorcidas em si mesmas, como se agonizassem pela eternidade. Suas copas, altas, formam uma camada quase impenetrável pelo Sol em toda extensão da floresta, e raros são os feixes de luz que se vêem atingindo o solo, sempre úmido e repleto das folhagens caídas das árvores. Estranho que à noite as copas parecem abrir-se, pois a Lua torna-se visível em quase todos os pontos da floresta, bastando olhar em direção ao céu para encontrá-la. Sua luminosidade acaba tingindo de prata toda a folhagem, seja ainda nos galhos emaranhados ou no solo, criando um efeito cintilante, belo. Os troncos das árvores ajudam a compor esse efeito, já há tempos sem o vigor marrom e esverdeado de sua juventude. O prateado, iluminando um pouco das entranhas da floresta que parece preferir a noite. Dizem que os incautos, atraídos pela beleza que a floresta exibe noturnamente, acabam se tornando suas vítimas, e servindo de alimento aos lobos, os únicos seres que parecem estar em comunhão com a floresta. Há relatos de que estes somente atacam as vítimas quando elas estão inebriadas pelo cintilante prata da floresta, como se lobos e floresta agissem de comum acordo, favorecendo ainda mais os mitos sobre Prata da Noite, como assim a floresta ficou conhecida.

Esses são os domínios dos Senhores Durhfein.



Contos inacabados...

Published by Malkyn under on 3/31/2010 04:42:00 PM
Sabe, desde que eu deletei a Taverna, meu antigo blog, parece que uma parte de mim ficou adormecida... Minha parte escritora...
Eu escrevia fora do blog, mas parece que esta parte tem ficado um tanto perdida, sem direção... Tudo o que tenho feito são contos inacabados... Trechos soltos... Cartas sem destinatário...

Gostaria, especificamente, de terminar os contos do Feudo de Catedália e St. Bridget, cujos textos são escritos em conjunto com meu parceiro de crime, Sr. Durhfein... É uma história que de deu esperanças quando eu não mais acreditava numa saída para algumas situações... Ainda me lembro de longas manhãs... E de algumas ligações noturnas... Mas agora tudo isso me parece tão distante...

O fato é que acho que publicarei alguns destes textos aqui no blog... Uma forma fácil de juntar conteúdos e de catalogar ao mesmo tempo. Basta autorização...

Creio ser uma boa idéia!

Logo seguem notícias!

Longa espera...

Published by Malkyn under on 3/26/2010 03:55:00 AM
Caro leitor,

Como boa amiga de todos, gostaria de dar-lhe um conselho: Se puder escolher, não se apaixone por alguém que está longe de você...
Sabe, às vezes, no meio da madrugada, seu peito simplesmente fica inquieto, e você fica agitado, elétrico, apesar do sono, e tudo que você quer é que aquela pessoa esteja perto de você naquele instante... A saudade aperta o peito durante todo o dia, e o corrói nas noites de solidão...

Se você puder escolher... Mas eu sei que não poderá... Assim como eu, que das paixões sempre caio nas mais tortas, enroscadas, enroladas, complicadas... E tenho como desejo aquela que me faz trabalhar nas virtudes as que eu menos possuo, mas um dia achei que possuía... A paciência, a resignação aos desdobros do destino, e por fim, mas não menos importante, o auto-controle...

Você nunca pode escolher...

Mas tenho para mim que estas paixões são aquelas que inspiram todos aqueles filmes com algum fundamento romântico e um final feliz... Afinal, na lei de causa e efeito, cuja minha amada mestra Yuko sempre demonstra com a teoria da "Troca equivalente", eu espero pela minha frente o mais tortuoso caminho a percorrer, se este for meu verdadeiro amor...

Noites longas...
Longa espera...

Enquanto isso vivo a sonhar com um mundo que pertence apenas a estes dois amantes perdidos em brumas... Onde o mundo para apenas para que nós dois comunguemos a união de nosso amor... Onde o tempo é o que se quiser, onde tudo é permitido, e cada pensamento aflora como linda rosa, esta presente dado para que o sentimento não faça perecer o peito na tristeza e na saudade, sussurrando aos ouvidos de quem a colhe segredos perdidos...

Que bobagem, as rosas não falam, as rosas apenas exalam o perfume que roubam de ti...

Mas, se por um acaso você se deparar este caminho à tua frente, trilhe, lute, faça por merecer... Não fique pelo caminho...